Mãe: tão pequena, mas tão grande

    


Mãe. Uma palavra com tantas faces e simbologias e que, apesar de ser formada por apenas três letras, tem o peso de 9 meses até que o termo seja concretizado por completo.

Quantas vezes seus nomes já ecoaram pelos corredores de uma casa como um pedido de ajuda após um pesadelo ou porque não alcançamos algo no armário.

Elas são o refúgio dentro da escuridão de um corredor frio, o calor de uma noite gélida e silenciosa ou a risada em meio ao caos de uma não compreensão de uma tarefa de matemática. Em resumo e com completa razão, afirmo que as mães são o colo onde a tempestade não chega e os raios não reverberam.

Há muitas situações e tipos, mas mãe é sempre mãe. Imperfeitas, como é a natureza do ser humano, mas aquelas que fazem do amor a força diária e da fé a resistência, e são elas que enfrentam lutas e batalham para ver ao menos um pequeno sorriso no rosto de seus filhos.

Umas surgem antes mesmo da caminhada da vida começar; outras acabam aparecendo no meio do percurso, mas também há as que são uma memória e lembrança vital de um esforço que se transforma em esperança. Seja de sangue, escolha ou criação, as mães sempre são aquelas que seguram a mão no início de uma jornada e, aos poucos, a soltam para que os filhos se tornem aquilo que precisam se tornar.

Se for fazer um retrospecto do que minha mãe já fez por mim, me ponho a chorar, porque nada, e absolutamente nada, seria capaz de agradecer e retribuir, na mesma proporção, tudo o que fez por mim. É a equação que nunca poderá ser resolvida: o amor de uma mãe.

Os gregos diziam que existiam três tipos de amor: o "philia", sendo considerado como uma amizade profunda; "eros”, conhecido pelos casais como a paixão ardente e intensa; e o "agape”, o amor incondicional. Os antigos compreendiam o “agape” como o apreço de um Deus para com os seus fiéis, mas nenhum estudo revelava ou analisava o amor de uma mãe; ele não pode ser apenas uma amizade, muito menos erótico ou divino. Então, dentre todas as categorias expressadas por eles, o cuidado, a proteção, o carinho, o afeto, a segurança e todos os aspectos que uma mãe poderia oferecer estão mais próximos do “agape”.

No fim das contas, não existe uma palavra, um entendimento ou um termo científico que categorize ou classifique uma mãe. E, neste Dia das Mães, vale lembrar que, apesar de tão pequena quando escrita, é tão infinita em seu significado.

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